Vila Real

As minhas Origens são de Vila Real - Trás os Montes
Aqui vai um texto sobre esta bonita cidade do interior transmontano, retirado do site "Minhaterra"
É a capital de um distrito composto por catorze concelhos e duzentas e sessenta e sete freguesias. É a capital de uma vasta zona com fortes ligações ao Porto e a todo o norte do País. É uma terra de futuro, com a Universidade e os milhares de jovens que demandam estas terras todos os anos. É uma das mais importantes cidades portuguesas. O concelho de Vila Real é composto por trinta freguesias. Quando aqui surgiram os primeiros habitantes, Vila Real ainda não existia como tal. A fundação da cidade e do concelho ocorreu muito mais tarde, substituindo a antiga e importante “terra” de Panóias, que pertencia à estirpe dos Sousas. A fundação da vila deveu-se a uma intervenção de D. Afonso III, continuando uma outra, anterior, de Sancho II. O Bolonhês decidiu criar em plena “terra” de Panóias um território reguengo, ou seja, pertença da coroa (daí se ter chamado desde logo Vila Real), e dar aos seus moradores todas as povoações em redor. Vila Real recebeu foral de D. Dinis em 1289. Foi nessa altura que a antiga vila se começou a desenvolver, porque até aí não passava de um lugar mais ou menos ermo. A partir do século XV, o velho burgo cresce para fora das muralhas, já que o número de habitantes não permitia a sua integral instalação no seu interior. Na centúria seguinte, essa parte da vila vai mesmo suplantar em importância a parte mais antiga da povoação. Mas a actual fisionomia de Vila Real começou a ser construída nos inícios do nosso século. Foram demolidas algumas edificações das mais antigas, abriram-se avenidas amplas e orientadas no sentido norte-sul, levantaram-se os principais edifícios de serviços da cidade. Não se esqueceu, no entanto, a componente histórica da vila, e os seus principais monumentos. A Sé Catedral, antiga igreja do Convento de S. Domingos, é o maior exemplo. Quatrocentista, mistura-se nela a arte ogival com as mais simples características românicas. Sant’Anna Dionísio, em “Guia de Portugal”, convida a uma visita a este concelho de muitos atractivos e inesquecíveis belezas. Um concelho dominado pela sua cidade mas que encontra o suporte necessário nas outras vinte e sete freguesias rurais: “Um dos mais discretos encantos que todo o viajante atento e pausado poderá experimentar das diferentes digressões que a capital de Trás-os-Montes oferece para qualquer dos quadrantes será o da descoberta de distintas e harmoniosas linhas de cumeadas. Importa, porém, ter os olhos afinados para essa tão recatada fonte de enlevo. Quem segue, por exemplo, pela estrada de Murça, ao subir a encosta que culmina no chamado Alto de Justes, não deverá deixar de escolher, aqui ou além, alguns sítios de paragem para contemplar a extensa linha culminante da serra do Marão, na sua parte nuclear, mais longínqua, de aspecto bronzeado, no seu prolongamento setentrional (usualmente conhecida pelo nome de serra do Alvão) fortemente pedregosa e adusta. Se o viandante tiver a sorte de surpreender esse panorama a certas horas crepusculares, a sua memória a custo deixará diluir essa impressão de deslumbramento. Outra perspectiva, não menos bela, é a que se colhe da estrada de Sabrosa, quando se caminha de Mateus para Constantim. Daí se domina, sob novas feições, a mesma linha de cumeada, mas mais próxima de nós e de certo modo ainda mais bela. A montanha, vista daí corre de norte a sul, desde os picotos do Mesio até aos rochedos cortados em despenhadeiro da Senhora da Serra e do Pico da Ermida, onde o Marão, depois de cristalizar no seu mais possante ímpeto, descai para o vale do Douro, sobre os fundos de Santa Marta e Mesão Frio. Se seguirmos para o sul, pela linha férrea do vale do Corgo, ou pela estrada extremamente sinuosa e movimentada, que liga Vila Real à Régua, não teremos cinco minutos, em andamento, sem um panorama grandioso e novo. A cada instante se descobrem formidandos relevos, montes sobre montes, despenhadeiros, enormes recôncavos, imprevisíveis anfiteatros revestidos de vinhas e olivais, um ou outro fundego rústico e vergiliano”.

4 Comments:
E é nisto que dão as noites de insónia!! :-)) Já te acrescentei aos meus favoritos.
Bjinhos.
Dulce
Ainda bem que não sou a unica :-)))
Espero que gostes deste blog e que venhas passear por cá muitas vezes.
Bjinhos
Ana
Aqui está uma aposta conseguida num bom passeio. Por acaso já fiz parte desse passeio, há cerca de 3 anos. Tenho que voltar a repetir.
Um optimo passeio...espero lá voltar no final deste mês, ou então em Agosto.
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